"O CRM É um conceito novo que propõe a saída de um
mundo orientado para produtos e a entrada em um outro orientado para clientes.
Nele a palavra fidelidade não é utilizada somente para alavancar vendas, como
fazem as companhias aéreas com seus planos de milhagem. As empresas que têm a
cultura do CRM circulando nas veias de seus colaboradores fidelizam seus
clientes através do conhecimento, pois só ele pode mostrar o quê, como, onde e
por quê fazer algo para seu cliente" . Comente!!!
O CRM, no que se refere à empresa – como um todo – voltada
para o cliente, não inovou. Essa ideia nasceu com a Teoria Sistêmica e se
consolidou com a da Contingência.
A Sistêmica afirmou que o mundo empresarial não é
só a empresa, mas sim todo o contexto no qual está inserida, e que a afeta
direta ou indiretamente; nisso, foi-se preciso delimitar os espaços com os
quais a empresa interage. Nasceram, então, os conceitos de ambiente de tarefas,
microambiente e macroambiente (SILVA, 2010). Pois bem, a empresa, a partir
dessa teorização, volveu os olhos para os consumidores e parceiros, buscando
otimizar essas relações. O cliente, e não mais o processo, começou a ser
norteador de todas as atividades institucionais.
A Contigencial consolidou de vez o foco centrado no
cliente. Ratificou a Sistêmica e afirmou que tudo “depende”. O contexto é que
determinará as ações empresariais. E esse nada mais é do que os clientes e
parceiros (esses, em última análise, são também clientes).
E o CRM? Bem, esse é o sistema informacional responsável
pela operacionalização de uma política voltada para o cliente. Seu
foco é, acima de tudo, não o conhecimento, mas sim o relacionamento.
Não se busca, em última instância, vender produtos e serviços; busca-se,
obsessivamente, construir relacionamentos sustentáveis. Assim – das ciências
administrativa –, o Marketing é a que mais avulta nessa situação. O Marketing
é, numa palavra, a arte de construir relacionamentos sustentáveis, numa relação
de ganha ganha. É claro que, para que isso ocorra, é preciso um efetivo
(eficiente e eficaz) SCM. Mas esse se subordina ao CRM: existe em função dele.
E a empresa nunca pode esquecer disso, sob pena de solução de continuidade. E a
empresa, isto nunca pode ser esquecido, são as pessoas que a compõe. Assim, foi
muito feliz a afirmação (exposta no comentário que deu iníco a essas linhas) de
que uma cultura voltada par a o cliente deve
correr nas veias dos colaboradores.
Por fim, pode-se afirmar que, a rigor, se há um efetivo CRM, há,
forçosamente, um efetivo SCM. E, para que isso ocorra, é preciso que os dois
estejam integrados. E, se isso se dá, há um ERP. E, se esse está
no seu ponto ótimo – ou seja, passível de integração com bancos de dados de
todo o mundo –, há um BI.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
SILVA, Joelma Soares da. Disciplina
Teoria Geral da Administração. Fortaleza: UFC Virtual, 2010.
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