Ferreira
(20--) defende que, no que se refere ao processo
de comunicação e construção do
conhecimento, não pode o poder público, sob qualquer que seja o pretexto, não
se utilizar das teorias que constituem a mais moderna administração, em
prescindir da tecnologia comunicacional, que revolucionou a forma de se lidar
com a interação e a informação.
O
Estado, para bem cumprir sua missão – que é atender as expectativas daqueles
que ele representa –, deve adotar os modernos sistemas informacionais
empregados sobejamente na iniciativa privada. Assim, o SCM, voltado para os
processos construtores dos produtos e serviços – nominados cadeias de
distribuição –, e o CRM, que foca o cliente, gerenciando e armazenando todo e
qualquer tipo de dado e informação que possa – por mais remota que seja essa
hipótese –, ser utilizado para construir um relacionamento saudável e duradouro
com a razão de ser da organização (o cliente, seja externo ou interno), devem
ser prioridades das políticas estatais. O governo não se pode dar ao luxo (a
mais adequada expressão é ao despautério) de não acompanhar as evoluções
tecnológicas que mudaram radicalmente a forma como o próprio homem interage
consigo e com o meio.
Ferreira
(20--) destaca que, no campo do setor público, há sistemas específicos,
voltados a subsidiar, de forma eficiente e eficaz, os gestores em suas tomadas
de decisão. Esses sistemas são nominados GRP (sistema integrado de gestão
pública). Seu objetivo primeiro é fornecer:
“ao
gestor público um Painel de Controle, fortemente baseado em fatos e dados,
permitindo tomar decisões com respostas rápidas e eficazes, mesmo com recursos
humanos e financeiros escassos” (WOLYNEC, 2005 apud FERREIRA, 20--).
Nesse
momento, a autora cita um rol das
vantagens do emprego dessa sistemática. Aqui, serão citadas apenas as seguintes:
armazenamento praticamente ilimitado de qualquer dado ou informação; acesso a
esses dados e informações sem praticamente qualquer limitação de tempo e de
espaço; compartilhamento tempestivo de informações e decisões; e segurança de
todo o processo.
A
autora também aborda a questão do conhecimento, além de aprofundar mais a
questão da comunicação, não se restringindo a focar apenas a aplicabilidade
desse processo no setor público. Todavia – nestas linhas –, falar-se-á mais das questões voltadas à comunicação.
Mintzberg
(1973 apud FERREIRA, 20--) afirma que o processo comunicacional – efetivado
pela figura do gestor – dentro de uma empresa (e é extremamente nocivo
negligenciar o fato de que o poder público é uma imensa empresa cujo fim é
propiciar bem estar aos cidadão que se colocam sob a sua tutela, seja passiva
ou ativamente) enquadra-se, de uma forma ou de outra, em três grandes esferas:
informacional, decisória e interpessoal
A interpessoal engloba as ações de: relação, consistente na trato diário,
por quaisquer que sejam os meios, com todos envolvidos nas atividades da
organização; representação, referente
à necessidade de, fática e formalmente, ser a corporificação da organização em
que milita; líder, influenciando,
pela autoridade de seus atos e capacidade pessoal, todos aqueles com os quais
se relaciona.
A informacional dar-se quando o gestor: monitora as atividades, orientando os
colaboradores – seja retificando seja informando –, para que os processos
corram da forma a mais ótima possível; dissemina
a conhecimento e as informações que tenham relevância para a organização; e
executa a função de porta voz
organizacional. Em Mintzberg (1973 apud FERREIRA, 20--), ser porta voz é ser um
compartilhador de informações que
possam agregar valor ao processos organizacionais.
A decisória é a em que o administrador
assume o papel de: empreendedor,
consistindo na atitude de toma de iniciativa para realização de melhorias e
mudanças no processo organizacional, seja o atrelado ao SCM como ao CRM; gestor de problemas, relativo a necessitar
tomar atitudes corretivas e construtivas ante os mais simples e mais graves
problemas organizacionais; gestor de
recursos, referente à alocação de toda sorte de recursos organizacionais, primando
pela observância da efetividade processual, focando o valor agregado de cada
atividade constituinte do processo; negociador,
responsável por representar a instituição nas negociações com os clientes
externos e internos.
Por
fim, finaliza-se afirmando, esperançosamente, que o setor público – pela
própria cobrança de que está sendo alvo por parte dos clientes-cidadão – está,
não com a velocidade e comprometimento necessários (mas pelo menos já se está
fazendo algo), buscando implementar os melhorias trazidas pelas mais diversas
ciências e já há muito aplicadas pela iniciativa privada.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
FERREIRA, Michelle Karen
de Brunis. As novas configurações da Gestão
Pública: comunicação, conhecimento e pessoas. Unesp. São Paulo, [20--]. Disponível
em:< http://www.faac.unesp.br/publicacoes/anais-comunicacao/textos/34.pdf > Acesso em: 09
de setembro de 2012.
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