Com o exemplo da manufatura de alfinetes, Smith (1996) busca exemplificar as vantagens trazidas pela divisão do trabalho.
No
seu livro “A Riqueza das Nações” – que foi a obra que o celebrizou –,
Smith (1996) dedica os capítulos I, II e III do Vol. I à divisão do
trabalho.
O exemplo da manufatura de alfinetes, dentre outros, está no primeiro capítulo, intitulado “A Divisão do Trabalho”. Por meio de exemplos concretos, ele defende a idéia de que a divisão do trabalho apresenta três grandes vantagens.
A primeira é aperfeiçoar a habilidade. Ao simplificar o trabalho do tarefeiro, permite que esse mais se aprofunde e, assim, aperfeiçoe-se cada vez mais no seu ofício.
A segunda é a economia de tempo. O trabalhador, para executar seu ofício, não mais necessita trocar de instrumento e de local,
o que agiliza bastante a produção. Além disso, afirma que a agricultara
não se desenvolve como a manufatura porque a divisão não é possível
devido à sazonalidade.
A terceira são as máquinas.
Afirma ser desnecessário expor o quanto essa otimiza o processo
produtivo. Todavia, faz questão de destacar que a própria confecção das
máquinas decorre da divisão do trabalho.
No segundo capítulo – intitulado “O Princípio que dá Origem à Divisão do Trabalho” –, Smith (1996) discorre sobre a origem da divisão. Destaca que tudo começa com a propensão a intercambiar.
Não dá, segundo ele, para confiar na humanidade de cada um.
E, embora não utilize esse termo, afirma que o homem é um animal social; fazendo uma ponte com a Ciência Política, um animal político,
na visão aristotélica (DALLARI, 2004 apud ARAÚJO, 2010). E é social
porque depende de outros homens para satisfazer as sua necessidades.
Ninguém produz tudo de que necessita. Uns produzem o necessário à satisfação de uma necessidade, e outros, à de outra.
Assim – para que todos tenham o necessário –, é imprescindível o concurso do outro. E isso se dá por meio do intercâmbio.
No terceiro capítulo – intitulado “A Divisão do Trabalho Limitada pela Extensão do Mercado”
–, Smith (1996) afirma que, como indica o próprio título, a divisão do
trabalho tem como limitador e, ao mesmo tempo, estimulador, o mercado.
A divisão do trabalho é diretamente proporcional à dimensão do mercado. E essa é diretamente proporcional a dois fatores.
O primeiro é a densidade demográfica.
Quanto maior a quantidade de pessoas (ele não usa o termo
consumidores), maior a divisão do trabalho. Um carregador, por exemplo,
não conseguiria um emprego num vilarejo interiorano.
O segundo é um transporte efetivo. Um transporte é considerado efetivo quando possibilita que a mercadoria seja distribuída de forma rápida, econômica e a um maior número de nações e pessoas.
Destaca o aquático, que – na época – era, sem dúvida (e fundamenta sua
opinião no desenvolvimento das grandes nações do oriente e do ocidente,
tanto as da Antiguidade com as da Modernidade), o que assim poderia ser
considerado.
Por
fim, Smith (1996) – com o exemplo da manufatura do alfinete – quis
reforçar a sua teoria de que a divisão do trabalho é fundamental ao
desenvolvimento adequado de quaisquer nações, mostrando que apenas essa
possibilita o enriquecimento das mesmas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ARAÚJO, Carlos Manta Pinto de. Disciplina Ciência Política. Fortaleza: UFC Virtual, 2010.
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. São Paulo: Nova Cultural LTDA, 1996. (Coleção os economistas)
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