segunda-feira, 6 de julho de 2015

Empreendedorismo Individual e Institucional

ATIVIDADE DE PORTFÓLIO
Comente as principais características, atitudes, habilidades e comportamentos necessários para ser um empreendedor de sucesso. Comente  também  as  diferenças  entre   as  visoes   comportamental   e econômica do empreendedorismo.

Hoje – mais do que nunca –, o desconhecido se mostra aterrador. Não mais é a exceção; erigiu-se, com os fortes e velozes braços do avanço tecnológico e cultural, à condição de regra. Hoje, avança-se em dez anos o que, antes, se caminharia em séculos. Há muitas explicações para esse fato; a mais convincente, todavia, é a que versa sobre a cibercultura. A velocidade de interação, a inteligência coletiva, o ciberespaço (LEVY, 1990) permitem que as interações entre as ideias e as reformulações dessas, num movimento dialético exponencializado,  ocorram, praticamente, de forma instantânea. É como comparar o cavalo com o carro de fórmula um.   

E o que isso tem a ver com empreendedorismo?

Kelley e Littman (2007 apud FONTENELE, 2010) afirmam que o mundo empresarial é, em essência, movido por uma Rede de Inovação. Essa é um sistema no qual o capital intelectual  – tão ao gosto da gestão do conhecimento, sendo o resultado da justificação racional das crenças verdadeiras – é gestado, alimentado e potencializado. Schumpeter (1985 apud FONTENELE, 2010) afirma que o conceito de empreendedorismo é eivado de inovação, sendo essa a sua característica principal. Um pouco antes, porém, Shapero (1980 apud FONTENELE, 2010) havia enfatizado, nessa ideia, a questão da criatividade. Filion (1983 apud FONTENELE, 2010) destaca que, sem a imaginação, a visão de futuro e, é claro, a capacidade de fazê-la acontecer, não há que se falar de empreendedorismo.

Esses pensadores lançaram as vigas do empreendedorismo: inovação, criatividade, visão de futuro e capacidade de fazer acontecer. Sobre elas, com a argamassa da experiência, foi e está sendo edificada  a estrutura que constitui o empreendedorismo.

Nessas – não esquecendo-se de considerar a Teoria Contigencial da Administração, que afirma que uma coisa é boa ou ruim conforme a situação, sendo que o contexto é variável independente e as idiossincrasias e características comuns internas são as dependentes (LAWRENCE; LORSHC, 1973 apud CHIAVENATO, 2004) –, brotam e se desenvolvem todas as demais qualidades necessárias ao empreendedor.

Como dominar o desconhecimento (BEIRÃO, 2011) e dele tirar proveito sem ter criatividade, sem inovar, sem ver o que virá e sem concretizar as medidas necessárias? Como ter sucesso (no médio e no longo prazo, pois, a mais das vezes, o do curto é o primeiro passo do fracasso) sem conhecer as linha gerais da estrada que se irá trilhar e, não menos importante, ter a capacidade de se desvencilhar dos percalços da jornada?

Não há como.

Assim, diante do novo contexto (destaque-se o fato de que essa condição – a de novidade – será sempre uma constante, porque as regras de um contexto não valem para outro, e o hoje será, sempre, diferente, na sua estrutura mesma, do amanhã), o empreendedorismo é qualidade inafastável dos indivíduos e das instituições (BESSONE, 2000 apud FONTENELE, 2010). É condição à sobrevivência.

Sim, das instituições também. É o que o Kelley e Littman (2007 apud FONTENELE, 2010) quiseram enfatizar com a Rede de Inovação.

Morgan (1996 apud FONTENELE, 2010) divide o empreendedorismo institucional em três: tecnológico, comportamental e estratégico. Silva e Fernandes (1998 apud FONTENELE, 2010) destacam aspectos que representam as vigas nas quais se debate o empreendedorismo (destaque-se que, lançando mão da Teoria Contigencial já ventilada nestas páginas, são esses aspectos variáveis independentes): revolução tecnológica, desregulamentação da atividade financeira, globalização, aumento da concorrência e padrão de exigência dos consumidores.

Assim – em se considerando a dinamicidade dos tempos contemporâneos, e a imprescindibilidade de os indivíduos e organizações adequarem-se (modificando a realidade que lhes é imposta) à sempre nova realidade –, deve o empreendedorismo individual e institucional ser erigido à condição de prioridade absoluta, sob pena falência dos iniciativas já encetadas, que serão esmagadas pelo roldão tecnológico-cultural-econômico da sociedade atual.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BEIRÃO, Paulo Sérgio Lacerda. A importância da iniciação científica para o aluno de graduação. Coordenação de Pesquisa ─ PROPEX/UFCG. Campina Grande, 2011.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

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