ATIVIDADE DE PORTFÓLIO
Comente as principais
características, atitudes, habilidades e comportamentos necessários para ser um
empreendedor de sucesso. Comente
também as diferenças
entre as visoes
comportamental e econômica do
empreendedorismo.
Hoje
– mais do que nunca –, o desconhecido
se mostra aterrador. Não mais é a exceção; erigiu-se, com os fortes e velozes
braços do avanço tecnológico e cultural, à condição de regra. Hoje, avança-se
em dez anos o que, antes, se caminharia em séculos. Há muitas explicações para
esse fato; a mais convincente, todavia, é a que versa sobre a cibercultura. A velocidade de
interação, a inteligência coletiva, o ciberespaço (LEVY, 1990) permitem que as
interações entre as ideias e as reformulações dessas, num movimento dialético
exponencializado, ocorram, praticamente,
de forma instantânea. É como comparar o cavalo com o carro de fórmula um.
E
o que isso tem a ver com empreendedorismo?
Kelley
e Littman (2007 apud FONTENELE, 2010) afirmam que o mundo empresarial é, em
essência, movido por uma Rede de
Inovação. Essa é um sistema no qual o capital intelectual – tão ao gosto da gestão do conhecimento,
sendo o resultado da justificação racional das crenças verdadeiras – é gestado,
alimentado e potencializado. Schumpeter (1985 apud FONTENELE, 2010) afirma que
o conceito de empreendedorismo é eivado de inovação, sendo essa a sua
característica principal. Um pouco antes, porém, Shapero (1980 apud FONTENELE,
2010) havia enfatizado, nessa ideia, a questão da criatividade. Filion (1983
apud FONTENELE, 2010) destaca que, sem a imaginação, a visão de futuro e, é
claro, a capacidade de fazê-la acontecer, não há que se falar de
empreendedorismo.
Esses
pensadores lançaram as vigas do empreendedorismo: inovação, criatividade, visão de futuro e capacidade de fazer acontecer. Sobre elas, com a argamassa da
experiência, foi e está sendo edificada
a estrutura que constitui o empreendedorismo.
Nessas
– não esquecendo-se de considerar a Teoria
Contigencial da Administração, que afirma que uma coisa é boa ou ruim
conforme a situação, sendo que o contexto é variável
independente e as idiossincrasias e características comuns internas são as dependentes (LAWRENCE; LORSHC, 1973 apud
CHIAVENATO, 2004) –, brotam e se desenvolvem todas as demais qualidades
necessárias ao empreendedor.
Como
dominar o desconhecimento (BEIRÃO, 2011) e dele tirar proveito sem ter
criatividade, sem inovar, sem ver o que virá e sem concretizar as medidas necessárias?
Como ter sucesso (no médio e no longo prazo, pois, a mais das vezes, o do curto
é o primeiro passo do fracasso) sem conhecer as linha gerais da estrada que se
irá trilhar e, não menos importante, ter a capacidade de se desvencilhar dos
percalços da jornada?
Não
há como.
Assim,
diante do novo contexto (destaque-se o fato de que essa condição – a de
novidade – será sempre uma constante, porque as regras de um contexto não valem
para outro, e o hoje será, sempre, diferente, na sua estrutura mesma, do amanhã), o empreendedorismo é qualidade inafastável dos indivíduos e das instituições (BESSONE, 2000 apud FONTENELE,
2010). É condição à sobrevivência.
Sim,
das instituições também. É o que o Kelley e Littman (2007 apud FONTENELE, 2010)
quiseram enfatizar com a Rede de Inovação.
Morgan
(1996 apud FONTENELE, 2010) divide o empreendedorismo
institucional em três: tecnológico,
comportamental e estratégico. Silva e Fernandes (1998
apud FONTENELE, 2010) destacam aspectos que representam as vigas nas quais se
debate o empreendedorismo (destaque-se que, lançando mão da Teoria Contigencial
já ventilada nestas páginas, são esses aspectos variáveis independentes): revolução tecnológica, desregulamentação da atividade financeira,
globalização, aumento da concorrência e padrão
de exigência dos consumidores.
Assim
– em se considerando a dinamicidade dos tempos contemporâneos, e a
imprescindibilidade de os indivíduos e organizações adequarem-se (modificando a
realidade que lhes é imposta) à sempre nova realidade –, deve o
empreendedorismo individual e institucional ser erigido à condição de prioridade
absoluta, sob pena falência dos iniciativas já encetadas, que serão esmagadas
pelo roldão tecnológico-cultural-econômico da sociedade atual.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
BEIRÃO, Paulo Sérgio Lacerda. A importância da iniciação científica para
o aluno de graduação. Coordenação de Pesquisa ─ PROPEX/UFCG. Campina
Grande, 2011.
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração.
7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
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