domingo, 5 de julho de 2015

Considerações sobre a Contabilidade

1.  Por que a Contabilidade é importante tanto para entidades com fins econômicos, quanto para as que não têm fins econômicos?
            A Contabilidade é a ciência que tem como campo de atuação as entidades econômico-administrativas, como objeto o patrimônio e como método as partidas dobradas (SILVA, 2010). Vale ressaltar que o objetivo central dessa ciência é planejar e controlar. Ela gera relatórios econômico-administrativos que subsidiarão os mais diversos agentes que tenham interesses na entidade.
            Entidade é toda pessoa jurídica ou física que desempenha atividades econômico-administrativas, por meio do manejo de um patrimônio. Há duas classificações para as entidades: a legal e a econômica. Não está nos objetivos desse singelo trabalho discorrer sobre a classificação legal. Todavia, é importante destacar que as observações que serão aqui colocadas são também válidas para elas.
            A classificação econômica divide a entidade em dois tipos: com fins econômicos, que são as que objetivam lucro, e sem esses fins, que são as que não visam. Pergunta-se se a Contabilidade é importante para essas entidades. Ora, tanto uma como outra — para alcançar os seus objetivos —, se utilizam do patrimônio. Ele é a ferramenta que a fábrica usa para produzir os seus produtos, que o comércio se utiliza para vender sua mercadoria, que as prestadoras de serviço usam para atender as necessidades de seus clientes, que a ONG se utiliza para atender a uma necessidade da população. E a Contabilidade é o instrumento de gestão do patrimônio. Somente ela fornece o instrumental a todos os interessados — sociedade, acionistas, sócios, dirigentes, investidores etc. — que lhes permite, conforme o caso, controlar, planejar e executar as atividades da entidade. Percebe-se, então, que a Contabilidade não é apenas importante. Ela é imprescindível. É um instrumento sem o qual nenhuma entidade, seja qual for a sua natureza, pode subsistir, muito menos evoluir, alcançar o seu fim.
                       
2.  Comente a seguinte assertiva: quanto mais a contabilidade é responsável por prover informações para fins de controle e decisão, mais o contador fica no centro de interesses divergentes.
            As decisões que as informações da Contabilidade subsidiam são as em que há maior conflito de interesse. Envolvem dinheiro... Envolvem o bolso, o “órgão mais sensível do corpo humano”... Não há como ele não ficar no centro do conflito, no epicentro do terremoto... Numa empresa — via de regra —, há, internamente, acirrados conflitos pelo poder. E a parte vencedora é a que melhor gere o patrimônio, que é o objeto maior da Contabilidade. Afora isso, há o fisco, os acionistas, os investidores e a sociedade. Todos eles têm interesses divergentes; muitas vezes, antagônicos. Todos buscam apropriar-se da informação contábil focando seus interesses. Em vista disso, alguns acabam distorcendo — seja por omissão, seja por proposital alteração — os dados contábeis, para mais facilmente alcançarem os seus objetivos. E todos, praticamente, interpretam os dados de forma a alcançarem os seus objetivos, o que é, por óbvio, uma deturpação dos mesmos.
            E qual o papel do contador nesse conflito? É ser exato e compromissado com o que lhe mostram os relatórios que gera. Não lhe cabe apenas gerá-los de forma fidedigna. Não pode ele “lavar as mãos”. É preciso que milite para que os mesmos não sejam distorcidos.
            No centro desses divergentes e antagônicos interesses, deve ser o guardião da verdade objetiva, para que as informações contábeis, as informações patrimoniais, sejam corretamente utilizadas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

PINHO, Ruth Carvalho de Santana. Disciplina Contabilidade Geral. Fortaleza: UFC Virtual, 2010.

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