1. Por
que a Contabilidade é importante tanto para entidades com fins econômicos,
quanto para as que não têm fins econômicos?
A Contabilidade é a ciência que tem como campo de atuação
as entidades econômico-administrativas, como objeto o patrimônio e como método
as partidas dobradas (SILVA, 2010). Vale ressaltar que o objetivo central dessa
ciência é planejar e controlar. Ela gera relatórios econômico-administrativos
que subsidiarão os mais diversos agentes que tenham interesses na entidade.
Entidade é toda pessoa jurídica ou física que desempenha
atividades econômico-administrativas, por meio do manejo de um patrimônio. Há
duas classificações para as entidades: a legal e a econômica. Não está nos
objetivos desse singelo trabalho discorrer sobre a classificação legal.
Todavia, é importante destacar que as observações que serão aqui colocadas são
também válidas para elas.
A classificação econômica divide a entidade em dois
tipos: com fins econômicos, que são as que objetivam lucro, e sem esses fins,
que são as que não visam. Pergunta-se se a Contabilidade é importante para essas
entidades. Ora, tanto uma como outra — para alcançar os seus objetivos —, se
utilizam do patrimônio. Ele é a ferramenta que a fábrica usa para produzir os
seus produtos, que o comércio se utiliza para vender sua mercadoria, que as
prestadoras de serviço usam para atender as necessidades de seus clientes, que
a ONG se utiliza para atender a uma necessidade da população. E a Contabilidade
é o instrumento de gestão do patrimônio. Somente ela fornece o instrumental a
todos os interessados — sociedade, acionistas, sócios, dirigentes, investidores
etc. — que lhes permite, conforme o caso, controlar, planejar e executar as
atividades da entidade. Percebe-se, então, que a Contabilidade não é apenas
importante. Ela é imprescindível. É um instrumento sem o qual nenhuma entidade,
seja qual for a sua natureza, pode subsistir, muito menos evoluir, alcançar o
seu fim.
2.
Comente a seguinte assertiva: quanto mais a contabilidade é responsável
por prover informações para fins de controle e decisão, mais o contador fica no
centro de interesses divergentes.
As decisões que as informações da Contabilidade subsidiam
são as em que há maior conflito de interesse. Envolvem dinheiro... Envolvem o
bolso, o “órgão mais sensível do corpo humano”... Não há como ele não ficar no
centro do conflito, no epicentro do terremoto... Numa empresa — via de regra —,
há, internamente, acirrados conflitos pelo poder. E a parte vencedora é a que
melhor gere o patrimônio, que é o objeto maior da Contabilidade. Afora isso, há
o fisco, os acionistas, os investidores e a sociedade. Todos eles têm
interesses divergentes; muitas vezes, antagônicos. Todos buscam apropriar-se da
informação contábil focando seus interesses. Em vista disso, alguns acabam
distorcendo — seja por omissão, seja por proposital alteração — os dados
contábeis, para mais facilmente alcançarem os seus objetivos. E todos,
praticamente, interpretam os dados de forma a alcançarem os seus objetivos, o
que é, por óbvio, uma deturpação dos mesmos.
E qual o papel do contador nesse conflito? É ser exato e
compromissado com o que lhe mostram os relatórios que gera. Não lhe cabe apenas
gerá-los de forma fidedigna. Não pode ele “lavar as mãos”. É preciso que milite
para que os mesmos não sejam distorcidos.
No centro desses divergentes e antagônicos interesses,
deve ser o guardião da verdade objetiva, para que as informações contábeis, as
informações patrimoniais, sejam corretamente utilizadas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
PINHO,
Ruth Carvalho de Santana. Disciplina Contabilidade
Geral. Fortaleza: UFC Virtual, 2010.
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