domingo, 2 de setembro de 2012

Analistas de: negócios, processos e sistemas.


Pesquise no livro de Altamiro Damian Préve – Organização, Sistemas & Métodos quais as diferenças específicas entre as três denominações de analista e qual delas se aproxima mais do analista de Organização, Sistemas & Métodos.

Préve (2008) estabelece, recorrendo a Cruz (2002 apud PRÉVE, 2008), que, atualmente, há, basicamente, três tipos de analistas: sistemas, processos e negócios. Isso, é claro, não quer dizer que seja essa separação estanque, férrea, rígida. A depender da organização, da capacidade dos indivíduos e da tecnologia empregada, é perfeitamente possível que, num único ser, concentrem-se todas as funções que essas profissões representam.

O analista de sistemas é, na conceituação do citado autor, o que gerencia, operacionaliza e otimiza e sistematiza o banco de dados de uma organização. Sua função é, utilizando-se da tecnologia informacional, possibilitar que os dados se transmudem em informação precisa, tempestiva e útil. Num mundo globalizado, que funciona no ciberespaço (LEVY, 1999), não mais se toleram informações assíncronas ou obsoletas. As organizações que não atentarem para essa realidade estão fadadas à extinção. Vê-se, por conseguinte, a imprescindibilidade desse profissional, o que justifica o seu surgimento.

O analista de processos, pode-se dizer, nasceu com Taylor, embora o embrião tenha sido lançado por Smith (1996), com o estudo da fábrica de alfinetes. Ao estabelecer a engenharia de produção, visava, acima de tudo, sistematizar e otimizar processos, tendo como foco central a eficiência. Hoje – porém –, profissional de processos não se ocupa prioritariamente com a eficiência: seu foco é a efetividade, sendo norteado primeiramente pela eficácia. Seu objetivo primeiro não minimizar custos, sem perder em qualidade. Ocupa-se, principalmente, com o valor de cada atividade. Cruz (2002 apud PRÉVE, 2008) destaca esse ponto quando explicita a cadeia de valores (num foco direcionado ao funcionamento do processo), cuja dinâmica consiste em: considerar que todas as atividades do processo são significantes; que o valor é variável definida pela resposta do mercado; e que a revisão dos valores de todas as fases da cadeia deve ser uma constante. Trucker (1999 apud PRÉVE, 2008) considera que há, também, a proposição de valor (num foco voltado para o resultado do processo), consistente em considerar que um processo bem conduzido resulta em: qualidade nos serviços e produtos oferecidos aos clientes, internos e externos; serviço de qualidade agregado ao produto/serviço comercializado; preço justo, sendo aquele que é considerado adequado pelo consumidor.

Assim, esse profissional precisa ter uma visão de todo da organização, entendendo perfeitamente o seu funcionamento, nas mínimas atividades, de forma a possibilitar o alcance dos fins organizacionais.

O analista de negócios é a liga entre a instituição e o mercado. Oliveira (2006 apud PRÉVE, 2008) destaca que, de todos aqui abordados, é o que necessita de maior visão estratégica. É o que, há um só tempo, necessita apreender a organização e o mercado em que ela atua, tanto diretamente (ambiente de tarefas) como indiretamente (microambiente e macroambiente). Assim, “deve ter conhecimento em áreas chaves como de produção, logística, serviços, marketing e tecnologias diversas” (PRÉVE, 2008, p. 37).

O analista de organização, sistemas e métodos é a fusão dos dois últimos: de processos e negócios. Pode, porém, abarcar o de sistemas, a depender da complexidade e da estrutura da instituição. Tem ele de tratar dos processos internos da instituição, focando-os sobre a ótica do valor, e, simultaneamente, volver sua atenção para o mercado externo, de forma a viabilizar o alcance das metas organizacionais.

Noutra visão – contudo –, pode significar a fusão dos três. Eis o que afirma Araújo (2010, p. 2):
Com isto a função de analista de organização de sistemas e métodos assumiu novas possibilidades passando a ser também, conforme a especialidade, conhecido como analista de processos, analista de sistemas e analista de negócios.
Por fim, frisa-se que, na prática – com já destacado, em parte, no início destas linhas –, as funções desses profissionais estão distribuídas em diversos profissionais ou concentradas em poucos. Fato notório, porém, é que, caso queira a organização permanecer no mercado, terão de ser executadas satisfatoriamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ARAÚJO, Carlos Manta Pinto. Disciplina Organização, Processos e Tomada de Decisão. Fortaleza: UFC Virtual, 2010.
LEVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
PRÉVE, Altamiro Damian. OSM – Organização, Sistemas e Métodos. Santa Catarina: UFSC, 2008.
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. São Paulo: Nova Cultural LTDA, 1996. (Coleção os economistas)

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