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Préve – Organização, Sistemas & Métodos quais as diferenças específicas
entre as três denominações de analista e qual delas se aproxima mais do
analista de Organização, Sistemas & Métodos.
Préve
(2008) estabelece, recorrendo a Cruz (2002 apud PRÉVE, 2008), que, atualmente,
há, basicamente, três tipos de analistas: sistemas, processos e negócios. Isso,
é claro, não quer dizer que seja essa separação estanque, férrea, rígida. A
depender da organização, da capacidade dos indivíduos e da tecnologia empregada,
é perfeitamente possível que, num único ser, concentrem-se todas as funções que essas profissões representam.
O analista de sistemas é, na conceituação
do citado autor, o que gerencia, operacionaliza e otimiza e sistematiza o
banco de dados de uma organização. Sua função é, utilizando-se da tecnologia
informacional, possibilitar que os dados se transmudem em informação precisa,
tempestiva e útil. Num mundo globalizado, que funciona no ciberespaço (LEVY,
1999), não mais se toleram informações assíncronas ou obsoletas. As organizações
que não atentarem para essa realidade estão fadadas à extinção. Vê-se, por
conseguinte, a imprescindibilidade desse profissional, o que justifica o seu
surgimento.
O analista de processos, pode-se dizer,
nasceu com Taylor, embora o embrião tenha sido lançado por Smith (1996), com o
estudo da fábrica de alfinetes. Ao estabelecer a engenharia de produção,
visava, acima de tudo, sistematizar e otimizar processos, tendo como foco
central a eficiência. Hoje – porém –, profissional de processos não se ocupa
prioritariamente com a eficiência: seu foco é a efetividade, sendo norteado
primeiramente pela eficácia. Seu objetivo primeiro não minimizar custos, sem
perder em qualidade. Ocupa-se, principalmente, com o valor de cada atividade. Cruz (2002 apud PRÉVE, 2008) destaca esse
ponto quando explicita a cadeia de
valores (num foco direcionado ao funcionamento
do processo), cuja dinâmica consiste em: considerar que todas as atividades
do processo são significantes; que o valor é variável definida pela resposta do
mercado; e que a revisão dos valores de todas as fases da cadeia deve ser uma
constante. Trucker (1999 apud PRÉVE, 2008) considera que há, também, a proposição de valor (num foco voltado
para o resultado do processo), consistente
em considerar que um processo bem conduzido resulta em: qualidade nos serviços
e produtos oferecidos aos clientes, internos e externos; serviço de qualidade agregado
ao produto/serviço comercializado; preço justo, sendo aquele que é considerado
adequado pelo consumidor.
Assim,
esse profissional precisa ter uma visão de todo da organização, entendendo
perfeitamente o seu funcionamento, nas mínimas atividades, de forma a
possibilitar o alcance dos fins organizacionais.
O analista de negócios é a liga entre a
instituição e o mercado. Oliveira (2006 apud PRÉVE, 2008) destaca que, de todos
aqui abordados, é o que necessita de maior visão estratégica. É o que, há um só
tempo, necessita apreender a organização e o mercado em que ela atua, tanto
diretamente (ambiente de tarefas) como indiretamente (microambiente e
macroambiente). Assim, “deve ter
conhecimento em áreas chaves como de produção, logística, serviços, marketing e
tecnologias diversas” (PRÉVE, 2008, p. 37).
O analista de organização, sistemas e métodos
é a fusão dos dois últimos: de processos
e negócios. Pode, porém, abarcar o de
sistemas, a depender da complexidade
e da estrutura da instituição. Tem ele de tratar dos processos internos da
instituição, focando-os sobre a ótica do valor, e, simultaneamente, volver sua
atenção para o mercado externo, de forma a viabilizar o alcance das metas organizacionais.
Noutra
visão – contudo –, pode significar a fusão dos três. Eis o que afirma Araújo
(2010, p. 2):
Com isto a função de
analista de organização de sistemas e métodos assumiu novas possibilidades
passando a ser também, conforme a especialidade, conhecido como analista de
processos, analista de sistemas e analista de negócios.
Por fim,
frisa-se que, na prática – com já destacado, em parte, no início destas linhas
–, as funções desses profissionais estão distribuídas em diversos profissionais
ou concentradas em poucos. Fato notório, porém, é que, caso queira a
organização permanecer no mercado, terão de ser executadas satisfatoriamente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ARAÚJO, Carlos Manta
Pinto. Disciplina Organização, Processos
e Tomada de Decisão. Fortaleza: UFC Virtual, 2010.
LEVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
PRÉVE, Altamiro Damian. OSM – Organização, Sistemas e Métodos. Santa Catarina: UFSC, 2008.
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. São Paulo: Nova Cultural LTDA, 1996. (Coleção os economistas)
PRÉVE, Altamiro Damian. OSM – Organização, Sistemas e Métodos. Santa Catarina: UFSC, 2008.
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. São Paulo: Nova Cultural LTDA, 1996. (Coleção os economistas)
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