terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Google Docs.

Essa ferramenta, apesar de não ser tão utilizada, é –– isso sem considerar suas outras inúmeras utilidades ––, para quem escolhe graduar-se e capacitar-se por meio dos recursos fornecidos pela EAD, imprescindível.

Todos os alunos de EAD (e quase todos do presencial), sem exceção, realizam seus trabalhos acadêmicos por meio dos produtos do Pacote Office (conjunto de ferramentas utilizadas para se confeccionar e editar textos, planilhas, apresentações etc.); mais comumente, é utilizado o Office da Microsoft.

Esses programas –– em regra ––, para serem utilizados, necessitam ser instalados no computador do usuário. Isso é um pré-requisito. Esse fato acarreta duas desvantagens.

A primeira é que se o citado pacote não estiver instalado em dado computador, não poderão ser produzidos e/ou utilizados os arquivos frutos desses programas. Já o Docs necessita apenas de uma conta Google e de acesso à internet.

A segunda é que, quando produzido num dado computador, esse arquivo fica disponível apenas nele, em princípio. Caso se queira disponibilizá-lo para um público maior, é preciso recorrer a outros suportes midiáticos, que podem ser uma rede (internet ou simples conexão por bluetooth) ou um suporte físico: pendriver, HD externo etc.

Dessas duas problemáticas, surge uma grande dificuldade: a impossibilidade de compartilhamento imediato.

Pois bem, essa dificuldade –– e os problemas que a ocasionam –– não existe se utilizarmos o Google Docs. Os arquivos que nele estão hospedados podem ser compartilhados com qualquer um que tenha acesso à rede mundial de computadores.

Esse acesso pode ser de dois tipos: visualização e visualização e edição. Visualizar um documento em qualquer parte do orbe e em qualquer tempo não é nenhuma novidade. É exatamente essa a função da maior parte dos sites e blogs. A grande novidade e o grande benefício do Google Docs é a possibilidade de edição em qualquer parte e em qualquer tempo.

Assim –– num trabalho em equipe ––, pode-se trabalhar sobre um mesmo texto estando os seus membros geograficamente distanciados. No caso de uma equipe de alunos ser designada para realizar um trabalho escrito, poderá ela realizar seu papel –– e de forma satisfatória –– sem a necessidade de seus membros se reunirem no mesmo espaço geográfico. Basta fazerem isso –– graças ao Google Docs –– no ciberespaço.

Embora não pareça, a interação entre os membros, nesse espaço, não deixará nada a desejar, quando comparada a que ocorre num encontro presencial. Na mesma tela em que se encontra o texto que está sendo trabalhado, há –– no lado direito – a opção de se visualizar aqueles que estão, naquele momento, acessando o mesmo documento. E, caso se queira, pode-se iniciar, de imediato, um “bate-papo”. Além disso, cada alteração que é feita no documento é visível –– de forma imediata –– por todos que estão online (se um dos usuários inicia a digitação de um texto, o outro verá essa digitação ocorrendo, como se mãos invisíveis estivessem usando o teclado, sendo que o que está digitando será identificado por uma pequena caixa de texto numa cor específica para cada usuário).

Numa palavra, o mesmo documento (caso se queira) é de todos, literalmente. É, a rigor, um documento coletivo em movimento. Utilizando-se os termos de Levy (1999), é um documento coletivo sendo editado por uma inteligência coletiva, no exato sentido dos termos.

Mas não são somente rosas. Se se comparar o Docs às versões instaláveis dos programas Office, ver-se-á que essas têm bem mais recursos. Ademais, o fato de o uso do Docs estar vinculado à qualidade da internet resulta em certa, a depender da região, limitação. Todavia –– ainda assim ––, o Docs ferece opções de compartilhamento e interação, com a qualidade Google, que nenhum outro oferece. E esse –– e não os recursos de edição –– é que é o seu diferencial.

Finaliza-se lembrando que o Docs não é só isso. Dentre suas outras interessantes e úteis funções, está a de servir como dispositivo de Backup. Armazena, gratuitamente, até 1 Giga de espaço, para qualquer arquivo que nele se queira colocar, por meio de upload. Sendo que, para os arquivos nele criados, não há limitação. Além disso, pode-se aumentar esse espaço. Para se aumentar para 21 Gigas, basta pagar irrisórios $ 5,00 anuais. E não é preciso se tentar provar que os servidores do Google são mais seguros que os computadores pessoais ou que quaisquer outros suportes midiáticos.

Para quem quiser se aprofundar mais, basta consultar o link abaixo:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
LEVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.

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