Abaixo, serão tecidas algumas considerações acerca do desenvolvimento sustentável.
Guimarães
e Moreira (2010) transcrevem o conceito mais aceito sobre o que é, com um certo grau de consenso, considerado como desenvolvimento sustentável. Nesse, constante no
relatório denominado Nosso Futuro Comum, elaborado por entidade da ONU, vê-se que aquele “é
o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem
comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir as suas próprias
necessidades”.
Já
Lemos (2005 apud GUIMARÃES; MOREIRA, 2010) afirma que, para que isso
ocorra, é preciso que quatro dimensões devam, forçosamente, ser
consideradas.
A primeira é a geoambiental,
relacionada ao impacto das ações do homem sobre a natureza e dessa
sobre o homem, num movimento de retroalimentação (que pode ser positivo
ou negativo).
A segunda é a socioeconômica, relativa às condições necessárias à realização do progresso econômico, de forma justa e equitativa.
A terceira é a tecno-científica,
consoante com os avanços tecnológicos em benefício de todos (aqui
entendidos não apenas como os seres humanos, mas como toda a Natureza).
A quarta e última é a politicoinstitucional,
referente à representatividade de todos nas decisões
politicoinstitucionais, definidoras do como serão utilizados os recursos
e de qual destinação será dada a eles. Essa é a mais delicada, por ser a
causadora de maior impacto e por ser a que decidirá o rumo das demais.
Nem Guimarães e Moreira (2010), nem Baroni (1992) abordam com
profundidade esse tema. Limitam-se a citá-lo. Mas esse, entretanto, não é
o objetivo delas.
Sachs (1993 apud GUIMARÃES; MOREIRA, 2010) introduz a “liga” entre essas dimensões, quando apregoa o princípio da solidariedade,
quando enfatiza a questão da humanidade. Para ele, é preciso ter
solidariedade para com as gerações futuras, para com a Natureza e para
com todas as pessoas. É preciso que haja uma empatia do homem para
consigo mesmo e para com todo o ecossistema.
Numa
palavra, as ações humanas (geoambientais, tecno-científicas,
socioeconômicas e politicoinstitucionais) são viceralmente ligadas;
nunca se deve, sob quaisquer pretextos, pensar uma não relacionada às
outras.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BARONI, Margaret. Ambiguidades e Deficiências no Conceito de Desenvolvimento Sustentável.
Revista de Administração de Empresas. São Paulo, n. 32(2): 14-24,
abr/jun, 1992. Disponível em:
http://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br/files/artigos/10.1590_S0034-75901992000200003.pdf>
Acesso em: 23 fev 2012.
GUIMARAES, Elidihara Trigueiro; MOREIRA, Jeanne Marguerite Molina. Disciplina SeminárioTemático II: Responsabilidade Social Corporativa e Terceiro Setor. Fortaleza: UFC Virtual, 2010.
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