sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Gestão da Qualidade

Trabalho de equipe. Integrantes:

Aline Oliveira Gomes
Cleiton Freitas de Melo
Flavia Ferreira dos Santos
Nortarso Gomes Chaves Mendes
Sabrina Ferreira de Lima
Tarciso Gomes Mendes

Frente a um mercado consumidor cada vez mais exigente – em parte devido à conscientização empreendida pelo mercado produtor, no fito de obter vantagem competitiva –, os processos de produção e colocação do produto no mercado, objetivando sempre quantidade com qualidade (apenas um desses itens não mais é suficiente), tiveram que ser redesenhados. Desses processos, os seguintes se destacaram: Just-in-Time (JIT), CIM, TGM e Reengenharia.

O JIT, ou produção enxuta, ou produção no tempo certo – que se iniciou na década de setenta –, é uma aperfeiçoamento, uma aplicação radical, da Administração científica de Taylor, que foi devidamente aplicada por Ford. Esse sistema foi inventado pela Toyota. O estudo dos tempos e dos momentos bem presentes na Administração Clássica, executados pelos engenheiros de produção, é levado o extremo. O foco central é a idéia de que, quanto menor é uma operação, mais rápida (e com um menor custo e maior eficiência) ela será executada.

Assim, é fundamental – nesse sistema – que a flexibilidade permeie todo o processo produtivo, que equipes pequenas, autônomas e leves gerenciem o projeto e todo o desenvolvimento do produto e que os processos não sejam lineares ou seqüenciais, mas sim paralelos. Para que isso ocorra, foi adotada a política do estoque zero. Não se estoca mercadoria ou insumos. Os insumos, vindos dos fornecedores (que passam a ser efetivos parceiros do processo produtivo), são utilizados assim que chegam; e o produto final já tem comprador certo, não permanecendo em qualquer estoque, o que acarreta a diminuição drástica do desperdício. Isso fez com que o tempo médio de produção de um veículo da Toyota passasse de 15 dias para 1 dia, o que lhe rendeu considerável vantagem competitiva (CHIAVENATO, 2004). Não se busca apenas a qualidade; persegue-se, obsessivamente, a qualidade total. Para que isso ocorra, é imprescindível o envolvimento de todos.

O CIM (CIM – (Computer Integrated Manufacturing) é a manufatura integrada por computador. O computador passa a ser, efetivamente, instrumento integrante de todo o processo produtivo. Há – nesse sistema de gestão – três subsistemas: o DDS (Sistema de Apoio à Decisão), que visa disponibilizar, a todos que necessitem, a informação necessária à produção, além de manter eficiente e dinâmico registro; o CAE (Engenharia Auxiliada pelo Computador), que coloca à computação a serviço da elaboração dos produtos; e o CAD (Projeto Auxiliado por Computador).

Na década de oitenta, intensifica-se a busca frenética – por necessidade de sobrevivência – pela Qualidade Total, que acarretou o seu gerenciamento (TQM – Total Quality Management). A Qualidade Total não é apenas um aperfeiçoamento do processo de melhoria contínua, é a busca real da perfeição do processo produtivo.

Segundo Chiavenato (2004), esse processo se dá em seis etapas. A primeira é um recorte na realidade organizacional, é a escolha de uma área de melhoria. A segunda é a definição da equipe de trabalho que tratará da melhoria, pois essa é impossível sem uma equipe eficiente e eficaz. A terceira é a identificação de Benchmarks, que são modelos de excelência, que devem se identificados, conhecidos, copiados e, principalmente, ultrapassados (é qualidade focando o próprio processo de qualidade). A quarta é a análise do método atual, que se deve dar em comparação com o Benchmark, no fito – como já frisado – de ultrapassá-lo. A quinta é o estudo piloto da melhoria, consistente em testar as soluções – antes de implementá-las – em esquemas piloto. A sexta e última etapa é a implementação das melhorias propostas pelas equipes de qualidade, cabendo à administração pô-las em prática.

Para que o TQM seja efetivamente implantado, é essencial que a qualidade passe a ser envolvimento de todos. Não somente os gerentes devem comprometer-se com as metas de qualidade; esse compromisso deve ser o “ar” da organização como um todo. Aqui entra o conceito de empoderamento (empowerment). Esse significa, nas palavras de Chiavenato (2004, p. 582):
(...) proporcionar aos funcionários as habilidades e a autoridade para tomar decisões que tradicionalente eram dadas aos gerentes. Significa também a habilitação dos funcionários para resolverem os problemas do cliente sem consumir tempo para aprovação do gerente.

A implementação do TQM se dá por três técnicas. A primeira é o enxugamento (downsizing). Os departamentos de controle e qualidade passaram a não mais monopolizar o a qualidade, sendo essa, agora, responsabilidade de todos, especialmente do nível operacional. Assim, reduzem-se os níveis hierárquicos, focam-se as operações essenciais e o acidental é transferido para terceiros. A segunda é a terceirização (outsourcing), que decorre do enxugamento. Ela consiste, basicamente, em se transferir, para terceiros, aquilo que esses podem fazer melhor. Por isso, incide sobre as atividades-meio da organização. Além do ganho em qualidade, custos fixos são transformados em variáveis. A terceira é a redução do tempo do ciclo de produção, que foi já explicitada quando se abordou o Modelo Toyota.

Por volta da década de noventa – frente às frenéticas e drásticas mutações do meio externo, bem mais aceleradas que as que  ocorrem no ambiente organizacional –, surge a reengenharia. Essa não consiste simplesmente em se mudar os processos existentes, trata-se de substituí-los por completo. Para executá-la – normalmente –, utiliza-se de TI (Tecnologia da Informação). Quatro são as palavras chaves nas quais se fundamenta a reengenharia: fundamental, pois visa reduzir a empresa apenas ao essencial; radical, pois desconsidera o dado, passando a inventar uma estrutura inovadora; drástica, visto não aproveitar nada do que existe, partindo do zero; e processos, focando o “quê” e o “porquê”, em vez do como.

Como se vê, esses sistemas de gestão de qualidade, que visam “casar” quantidade com qualidade, num processo cada vez mais eficiente, foram imposições do ambiente externo, que tem como principal demanda produtos a um baixo custo e com a qualidade adequada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

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