Trabalho de equipe. Integrantes:
Aline Oliveira Gomes
Cleiton Freitas de Melo
Flavia Ferreira dos Santos
Nortarso Gomes Chaves Mendes
Sabrina Ferreira de Lima
Tarciso Gomes Mendes
Frente
a um mercado consumidor cada vez mais exigente – em parte devido à
conscientização empreendida pelo mercado produtor, no fito de obter
vantagem competitiva –, os processos de produção e colocação do produto
no mercado, objetivando sempre quantidade com qualidade
(apenas um desses itens não mais é suficiente), tiveram que ser
redesenhados. Desses processos, os seguintes se destacaram: Just-in-Time
(JIT), CIM, TGM e Reengenharia.
O JIT, ou produção enxuta, ou produção no tempo certo
– que se iniciou na década de setenta –, é uma aperfeiçoamento, uma
aplicação radical, da Administração científica de Taylor, que foi
devidamente aplicada por Ford. Esse sistema foi inventado pela Toyota. O
estudo dos tempos e dos momentos bem presentes na Administração
Clássica, executados pelos engenheiros de produção, é levado o extremo. O
foco central é a idéia de que, quanto menor é uma operação, mais rápida
(e com um menor custo e maior eficiência) ela será executada.
Assim, é fundamental – nesse sistema – que a flexibilidade permeie todo o processo produtivo, que equipes pequenas, autônomas e leves gerenciem o projeto e todo o desenvolvimento do produto e que os processos não sejam lineares ou seqüenciais, mas sim paralelos.
Para que isso ocorra, foi adotada a política do estoque zero. Não se
estoca mercadoria ou insumos. Os insumos, vindos dos fornecedores (que
passam a ser efetivos parceiros do processo produtivo), são utilizados
assim que chegam; e o produto final já tem comprador certo, não
permanecendo em qualquer estoque, o que acarreta a diminuição drástica
do desperdício. Isso fez com que o tempo médio de produção de um veículo
da Toyota passasse de 15 dias para 1 dia, o que lhe rendeu considerável
vantagem competitiva (CHIAVENATO, 2004). Não se busca apenas a
qualidade; persegue-se, obsessivamente, a qualidade total. Para que isso ocorra, é imprescindível o envolvimento de todos.
O CIM
(CIM – (Computer Integrated Manufacturing) é a manufatura integrada por
computador. O computador passa a ser, efetivamente, instrumento
integrante de todo o processo produtivo. Há – nesse sistema de gestão –
três subsistemas: o DDS
(Sistema de Apoio à Decisão), que visa disponibilizar, a todos que
necessitem, a informação necessária à produção, além de manter eficiente
e dinâmico registro; o CAE (Engenharia Auxiliada pelo Computador), que coloca à computação a serviço da elaboração dos produtos; e o CAD (Projeto Auxiliado por Computador).
Na década de oitenta, intensifica-se a busca frenética – por necessidade de sobrevivência – pela Qualidade Total, que acarretou o seu gerenciamento (TQM
– Total Quality Management). A Qualidade Total não é apenas um
aperfeiçoamento do processo de melhoria contínua, é a busca real da
perfeição do processo produtivo.
Segundo Chiavenato (2004), esse processo se dá em seis etapas. A primeira é um recorte na realidade organizacional, é a escolha de uma área de melhoria. A segunda é a definição da equipe de trabalho que tratará da melhoria, pois essa é impossível sem uma equipe eficiente e eficaz. A terceira é a identificação de Benchmarks,
que são modelos de excelência, que devem se identificados, conhecidos,
copiados e, principalmente, ultrapassados (é qualidade focando o próprio
processo de qualidade). A quarta é a análise do método atual, que se deve dar em comparação com o Benchmark, no fito – como já frisado – de ultrapassá-lo. A quinta é o estudo piloto da melhoria, consistente em testar as soluções – antes de implementá-las – em esquemas piloto. A sexta e última etapa é a implementação das melhorias propostas pelas equipes de qualidade, cabendo à administração pô-las em prática.
Para
que o TQM seja efetivamente implantado, é essencial que a qualidade
passe a ser envolvimento de todos. Não somente os gerentes devem
comprometer-se com as metas de qualidade; esse compromisso deve ser o
“ar” da organização como um todo. Aqui entra o conceito de empoderamento (empowerment). Esse significa, nas palavras de Chiavenato (2004, p. 582):
(...)
proporcionar aos funcionários as habilidades e a autoridade para tomar
decisões que tradicionalente eram dadas aos gerentes. Significa também a
habilitação dos funcionários para resolverem os problemas do cliente
sem consumir tempo para aprovação do gerente.
A implementação do TQM se dá por três técnicas. A primeira é o enxugamento
(downsizing). Os departamentos de controle e qualidade passaram a não
mais monopolizar o a qualidade, sendo essa, agora, responsabilidade de
todos, especialmente do nível operacional. Assim, reduzem-se os níveis hierárquicos, focam-se as operações essenciais e o acidental é transferido para terceiros. A segunda é a terceirização
(outsourcing), que decorre do enxugamento. Ela consiste, basicamente,
em se transferir, para terceiros, aquilo que esses podem fazer melhor.
Por isso, incide sobre as atividades-meio da organização. Além do ganho em qualidade, custos fixos são transformados em variáveis. A terceira é a redução do tempo do ciclo de produção, que foi já explicitada quando se abordou o Modelo Toyota.
Por
volta da década de noventa – frente às frenéticas e drásticas mutações
do meio externo, bem mais aceleradas que as que ocorrem no ambiente
organizacional –, surge a reengenharia.
Essa não consiste simplesmente em se mudar os processos existentes,
trata-se de substituí-los por completo. Para executá-la – normalmente –,
utiliza-se de TI (Tecnologia da Informação). Quatro são as palavras
chaves nas quais se fundamenta a reengenharia: fundamental, pois visa reduzir a empresa apenas ao essencial; radical, pois desconsidera o dado, passando a inventar uma estrutura inovadora; drástica, visto não aproveitar nada do que existe, partindo do zero; e processos, focando o “quê” e o “porquê”, em vez do como.
Como
se vê, esses sistemas de gestão de qualidade, que visam “casar”
quantidade com qualidade, num processo cada vez mais eficiente, foram
imposições do ambiente externo, que tem como principal demanda produtos a
um baixo custo e com a qualidade adequada.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
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