terça-feira, 1 de novembro de 2011

Função Produção

Trabalho de equipe. Integrantes:

Aline Oliveira Gomes
Cleiton Freitas de Melo
Flavia Ferreira dos Santos
Nortarso Gomes Chaves Mendes
Sabrina Ferreira de Lima
Tarciso Gomes Mendes

Inicialmente, podemos destacar que a administração de produção está cada vez mais necessária, pois, com a evolução das empresas, junto ao crescimento da concorrência, vem  obrigando as organizações a se preocuparem mais com seus produtos e serviços prestados, gerando uma busca maior em melhorias na qualidade.

          Durante muito tempo, a área de administração de produção tinha seus objetivos voltados apenas para os setores de produção das empresas industriais. Atualmente, pode-se perceber que esse tipo de administração vem sendo aplicada também em serviços, como as atividades em bancos, escolas e hospitais.

A administração de produção surgiu com Taylor, que colocou, por meio de um método – que qualificou como sendo científico –, a divisão de trabalho, percebida por Smith, como princípio basilar de toda a empresa. Para Taylor, a empresa era, literalmente, o setor de produção. Do estudo e da conseqüente medodização da função produção (racionalização da produção), dependiam o sucesso ou o fracasso da organização. Esse método visava, acima de tudo, o princípio da eficiência. O objetivo central era aumentar, minimizando os custos, a produção. Para isso, era necessário evitar o desperdício de tempo, de movimentos e de matéria prima.

Nesse processo, inseriu-se o estudo da fadiga. O homem, que, para Taylor, era apenas mais uma peça do sistema – o homem econômico, cuja principal motivação era material –, produz mais se se cansar menos e se o ambiente no qual estiver for agradável. Além da motivação ambiental, é imprescindível se considerar a monetária. Assim – para aumentar a produção –, os empresários deveriam recompensar a quem produzia mais e criar uma ambiente que facilitasse o trabalho e estimulasse o funcionário a otimizar o seu esforço. A idéia era a de que, com o aumento da produção, ganhasse o funcionário e a empresa. Foi instituído o sistema de produção por tarefas. Nesse, era estabelecido o tempo padrão, que seria o tempo em que uma quantidade “x” de produtos seria confeccionada. Aqueles que ultrapassassem essa quantidade receberiam mais por peça produzida. Em vista disso, os funcionários americanos eram os mais bem pagos do mundo (CHIAVENATO, 2004).

Nesse período, a administração de produção era a principal área, ou – na terminologia de Fayol– função, da empresa. Com o princípio da especialização, também percebido por Smith e desenvolvido por Taylor, houve rígida separação entre os que pensavam (gerentes) e os que executavam (operários). Taylor acreditava, assim como Smith, que se reduzisse a quantidade de atividades do trabalhador (aqui entendidos como gerentes, supervisores e operários), esses melhor desempenhariam a sua atividade. Por isso, criou a administração funcional, na qual é abolido o princípio da unidade de comando (no qual o subordinado obedecia a um único superior, também denominado supervisão linear), e é estabelecida a supervisão funcional, na qual um mesmo operário se subordina a vários superiores, que seriam os especialistas em cada área.

A função do gerente não era pensar estrategicamente. Os gerentes eram especialistas em dada área. Sua função era pensar como seria realizado o trabalho. Não se cogitava em se pensar o porquê. O gerente, que era considerado um especialista da produção, tinha quatro funções, cujo principal (se não único) objetivo era a racionalização da produção.

A primeira era o planejar, que estava muito aquém do pensar estratégico dos dias de hoje. Planejar era: pensar cientificamente os métodos e procedimentos de trabalho; substituir o empirismo pela ciência; e pautar-se pelo princípio da exceção, que consiste em não se preocupar prioritariamente com a média, mas sim com o que – positivo ou negativo – se distancia dela. A segunda era preparar os trabalhadores, os recursos e os ambientes para a máxima produção. A terceira era controlar, por meio da supervisão, todo o processo. E, por fim, a quarta era executar, sendo esse ato entendido como impor a disciplina e distribuir os trabalhos.

          Como se vê, a função do gerente estava muito aquém do pensar estrategicamente. Todavia, já foi uma grande evolução, que possibilitou o vertiginoso crescimento industrial da época, pois viabilizou a produção em larga escala, baseando-se não apenas em métodos empíricos e/ou no dom individual de cada trabalhador ou administrador. De qualquer forma, já era uma sistematização, uma tentativa verdadeira de se encarar cientificamente a administração.

          Fayol foi quem mudou esse quadro (CHIAVENATO, 2004). Mostrou que a função produção era apenas uma das áreas administrativas e, o que é mais importante, que não era a principal. Das seis áreas por ele enumeradas (produção, comercio, segurança, financeira, contábil e administrativa), a mais importante, que coordenava e determinava o rumo das demais, era a administrativa. E, nessa, enfatizava o pensamento estratégico, focando o longo prazo e a visão do todo, relegando a segundo plano a especialização e a função produção, que era o cerne da teoria de Taylor.

          Hoje, a administração de produção, no conceito de eficiência, não envolve apenas a produção, engloba também a logística da aquisição da matéria prima e da distribuição do produto-serviço final (MACHLINE, 1994). Todavia, não é mais somente eficiência, é também eficácia. E não mais engloba somente os produtos, abrange também os serviços (inclusive os constituintes do produto).

Segundo Moreira (1996 apud ACAIA, 2006), “a Administração da Produção e Operações é o estudo de técnicas e conceitos aplicáveis à tomada de decisões nas funções de produção (empresas industriais) e operações (empresas de serviços)”. Vale ressaltar que o sucesso da empresa depende da sua qualidade e produtividade em seus processos, sendo que, ao longo desses processos, a satisfação do consumidor tem sido o foco principal das empresas. Essa satisfação tem levado as empresas a atualizarem suas técnicas de produção, tornando seus resultados cada vez mais eficazes e eficientes.

Nesse processo, é imprescindível inserir o pensamento estratégico; é necessário se planejar estrategicamente a função produção. Esse planejamento, o estratégico, é marcado pelo foco no todo e por ocorrer no longo prazo. Pode-se afirmar que é gestado com base na missão, na visão, nas crenças e valores, considerando, sempre, o ambiente externo (ameaças e oportunidades) e o interno (forças e fraquezas).

Quando se pensa estrategicamente a produção, seis metas se avolumam (BARBOSA; SANTOS, 2007). A primeira é o custo, no qual impera a eficiência, devendo-se diminuir ao máximo o desperdício e otimizar a produção de bens e serviços. A segunda é qualidade. A terceira é o desempenho na entrega, caracterizada pela realização no menor tempo possível e sem nenhum dano ao produto. A quarta é flexibilidade, que é a rápida adaptação a mudanças inesperadas. A quinta é a inovatividade, que consiste em lançar novos produtos e serviços que atendam, satisfatoriamente, as necessidades dos consumidores. E a sexta que é a não agressão ao meio ambiente, focando-se na sustentabilidade e na responsabilidade socioambiental.

Por fim, pensar a estrategicamente a administração da produção significa pensar essas metas, considerando não apenas os produtos, mas também os serviços.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ACAIA, Júlio Cezar. A Importância da Administração de Produção como ferramenta impulsionadora da estratégia empresarial. Disponível em: < http://administradores.com.br/informe-se/producao-academica/a-importancia-da-administracao-producao/3850. Acesso em: 15 out. 2011.

BARBOSA, Reginaldo José; SANTOS, Graziela. Planejamento Estratégico da Produção. Revista Eletrônica de Administração. São Paulo, ano 34, n. 12, jun, 2007. Disponível em: < http://www.revista.inf.br/adm13/pages/resenhas/ADM-edic12-anovii-nita01.pdf>. Acesso em: 16 out. 2011.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

MACHLINE, Claude. Evolução da Administração da Produção no Brasil. Revista de Administração de Empresas. São Paulo, v. 34, n. 03, p. 91-101, maio/jun, 1994. Disponível em: < http://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br/files/artigos/10.1590_S0034-75901994000300009.pdf>. Acesso em: 15 out. 2011.

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