domingo, 25 de setembro de 2011

Funcionalismo e Marxismo

Atividade
Com base no texto marxismo e funcionalismo de Norberto Bobbio, constante no material de apoio, desenvolva um texto explicitando por que o modelo burocrático, por seus princípios, se aplica tanto aos sistemas de orientação funcionalista quanto ao marxista. O texto não deverá exceder 250 palavras.

O texto abaixo não terá apenas 250 palavras. É uma síntese do texto do Bóbbio com alguns enxertos extraídos da Wikipédia. O objetivo é melhor compreender a Teoria Sistêmica de Estado, que lança suas raízes no Funcionalismo e no Marxismo.  

Para Bóbbio (2007), o Marxismo e o Funcionalismo são bem diferentes.  No Marxismo, a sociedade, que é sempre histórica, é gestada em dois momentos. O primeiro é o da base econômica, a força de produção, determinante de todo o processo de gênese social, embora — às vezes — não seja o dominante. O segundo é o da superestrutura, constituído pelas instituições políticas, que, em seu conjunto, formam o Estado. Esses sistemas não são independentes; retroalimentam-se continuamente. Todavia — em última análise —, a base econômica será sempre a determinante, que desenhará toda a configuração social. Ele se foca no conflito entre as forças produtivas e as relações de produção. Nessa contenda, está o preceito de que todo sistema tem em si o germe de sua própria destruição. Esse atrito, forçosamente, acarretaria uma mudança qualitativa nas forças produtivas, na base econômica, o que irá gerar uma nova superestrutura. Não é à toa que o Marxismo travou duras batalhas com o Liberalismo, que propugnava que o equilíbrio social se daria pela ação de um mecanismo pacificador, harmonizador: o mercado.

O Funcionalismo, diferentemente do Marxismo, é integracionista, focado na conservação social, e não na mudança social. As pontuais alterações conflituosas que ocorrerem serão tranquilamente sanadas por mecanismo do próprio sistema. O Funcionalismo é estruturado em quatro subsistemas harmônicos e interdependentes. São eles: o político, o econômico, a comunidade social e o sistema fiducial (WIKIPÉDIA, 2011). A importância de todos é paritária, apesar de no subsistema comunidade social residir a maior força coesiva do todo, decorrente dos dois sistemas que o compõem: a socialização, consistente na interiorização das normas; e o controle social, resultante da observância das normas socialmente estabelecidas.

Apesar desse dicotômico conflito — atualmente —, nenhuma das duas teoria predomina. Impera o ponto de vista sistêmico sobre o Estado. Nessa, há dois grandes agentes sociais: as instituições políticas, que são o Estado; e a sociedade. A função do Estado é dar respostas adequadas às demandas sociais. Essas respostas, por sua vez, ocasionam novas demandas. Caso haja um excesso de demanda, que não possa se suprida pelo Estado, ocorre a ruptura, consistente na mudança — por meio do conflito — das instituições políticas. Nada impede, porém, que a mudança dessas instituições não possa se dar de forma gradual, por meio do primeiro processo exposto. Como se vê, esse sistema é um meio-termo entre o Funcionalismo e o Marxismo, tendo características tanto de um como de outro.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BOBBIO, Norberto. Estado Governo Sociedade para uma teoria geral da política. 14ª edição, São Paulo: Paz e Terra, 2007. p. 58-60.

TALCOTT PARSONS. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Talcott_Parsons > Acesso em: 07 set 2011.

      

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