O ruído, as distorções perceptivas,
é inerente à comunicação. A mensagem ─ informação codificada (CHIAVENATO, 2004,
p. 439) ─ sempre será transmitida de forma distorcida.
Guimarães (2010) afirma que há
cinco fatores que interferem na comunicação: (1) comunicacional, no qual a
própria mensagem é modificada ─ devido a mecanismos de defesa e à percepção
distorcida; (2) externos, relativos a distorções do canal empregado e à
influência das demais pessoas envolvidas no processo comunicativo; (3) o
personalístico, no qual a personalidade do emissor filtra-distorce a mensagem;
(4) os comportamentais, relacionados à ação deformadora que o comportamento do
emissor e do receptor imprimem à
codificação-decodificação; e (5) as cognitivas, referentes às distorções provocadas
pelas limitadas e parciais formas de pensar dos agentes envolvidos.
Chiavenato (2004, p. 129) afirma
que a “comunicação é importante no relacionamento entre as pessoas e na
explicação aos participantes das orientações tomadas”. Nova (2007) afirma que a
comunicação é a responsável pelo sucesso da empresa. Elenca ele quatro
problemas que distorcem o processo.
O primeiro é a comunicação
inadequada. Exemplifica com o desconhecimento ou o uso inadequado da linguagem
técnica. Um exemplo disso é fato ocorrido no BNB: ao
perguntar o cliente se seu financiamento havia sido aprovado, o atendente
perguntou-lhe se a sua “operação estava no SIAC”. Como solução, sugere que,
antes de comunicar, o emissor verifique qual o nível de conhecimento que o
receptor tem sobre o assunto.
O segundo grande problema é a falta
de comunicação. Afirma que, infelizmente, informações vitais não são repassadas
“no momento certo e no tempo oportuno”. A situação é mais grave quando isso é
proposital. Conhecimento é poder. Assim, muitos não repassam a informação, não
a compartilham, como o receio de “serem passados para trás”, no desespero de
manterem seu cargo e seu status.
O terceiro é a falta de sincronia
na comunicação. Afirma que, para que haja sincronismo, é necessário que “os
interlocutores estejam imersos no mesmo paradigma”, que tenham
“pré-conhecimento do assunto a ser tratado”. Como se vê, o foco é o estudo
prévio da situação, para que as interações sejam otimizadas.
O quarto e último problema é o que
Nova (2007) denomina de “temos muitos recursos e poucos meios que funcionam”.
Quer ele dizer que não adianta ter diversidade de canais e de recursos
tecnológicos comunicativos à disposição. É preciso utilizá-los. Há muitos
líderes e funcionários que se recusam a usar essa tecnologia, prejudicando a
agilidade e confiabilidade da informação organizacional.
Por fim, destaca-se o fato de que
qualquer organização é formada por pessoas, em interação constante. E que o
processo de interação é formado pela comunicação. Assim ─ fatalmente ─, a
otimização desse processo redundará em otimização da organização.
No que se refere à satisfação e à
motivação, primeiro serão esses dois conceitos definidos; posteriormente, serão
traçadas relações entre os dois, utilizando-se as idéias de Herzberg. Guimarães
(2010, p. 19) afirma que a motivação é a “energia interna que impulsiona a
auto-atualização” e que através da conscientização e da autodeterminação se
pode manter uma motivação real. Já a satisfação é um prazer resultante de uma
realização. Numa palavra, a satisfação é prazer concretizado, e a motivação é
um interesse, que pode ser espontâneo ou estimulado.
Em Chiavenato (2004) e Guimarães
(2010), vê-se, dentre outras, interessante teoria que irá enriquecer as
considerações sobre o assunto abordado. Herzberg criou a Teoria dos Dois
Fatores. Esses seriam os motivacionais, intrínsecos, satisfacientes e os
higiêncos, extrínsecos, insastifacionais. Os higiênicos seriam o contexto
externo e as recompensas materiais: salário, condições de trabalho,
relacionamentos com os colegas e superiores. Não dependem apenas do sujeito,
fugindo assim do seu controle. Tradicionalmente, eram esses considerados os
elementos motivacionais. Todavia, Herzberg alertou para o fato de esses
elementos não motivarem. Devem existir e serem realizados. São fundamentais.
Mas não motivam. No máximo ─ quando satisfeitos ─, evitarão a insatisfação (por
isso são também denominados de insatisfacionais). Para ele, os elementos
motivadores ─ que geram real satisfação ─ são os internos. São relacionados ao
trabalho e às mais íntimas e profundas expectativas dos indivíduos. Dependem do
sujeito, estando dentro do que Covey (2005) denomina círculo de influência.
Por fim, pode-se afirmar que a
motivação é um processo, um meio. Já a satisfação é um resultado, um fim. É
claro que, na interação entre esses dois elementos, há um movimento de
retroalimentação.
REFERÊNCIAS:
COVEY, Stephen R.. Os 7 Hábitos das
Pessoas Altamente Eficazes. 22ª. ed. Rio de Janeiro: Best Seller, 2005.
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à
Teoria Geral da Administração. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
GUIMARAES, Elidihara Trigueiro.
Disciplina Psicologia Organizacional. Fortaleza: UFC Virtual, 2010.
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