A questão moral, no médio prazo -- após a adequação das forças econômicas (sei que ficou meio vago, mas não dá para abordar diretamente esse ponto, sob pena de me alongar em demasia) --, será, considerando as grandes transformações sociais, crucial. Época chegará em que a ética e o amor (sim, amor, o amor verdadeiro, o amor cristão -- sei que a maior parte dos acadêmicos, reproduzindo irrefletidamente as lucubrações de respeitáveis pensadores, têm ojeriza a essa palavra, mas nela reside o nosso futuro como humadade) serão lucrativos. Época chegará em que, ser íntegro e altruísta, será a melhor forma, material e espiritalmente falando, de se viver.
Mas não chegou.
Não chegará tão cedo.
Mas não devemos cruzar os braços.
Aí está a grande importância de uma verdade já bastante cantada: cada um fazer a sua parte.
O político (eleito por nós, representante da nossa vontade) não fez o que deveria.
As grandes empresas não ligam para a natureza.
O vizinho não liga para o ambiente.
Temos de parar com essas projeções, com essas fugas de nossas responsabilidades, com essa heteronomia cultural, epidêmica que sempre nos caracterizou. Vamos chamar a responsabilidade para nós mesmos.
Façamos a nossa parte. Veremos, então, que nossos olhos se abrirão. Veremos que, somente assim, poderemos falar com conhecimento de causa.
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