domingo, 25 de setembro de 2011

Entrevista, instrumentos qualitativos e quantitativos

O trabalho escolhido foi o “Analisando a Atividade de Consultoria Interna em órgãos Públicos: o Impacto no Desenvolvimento do Servidor e os Benefícios para o Setor público”.  E isso se deu a dois motivos: (1) enquadrar-se no âmbito da administração pública e (2) o objeto ser a atividade de consultoria interna, que está muito relacionada à de administrador, por exigir todas as habilidades de Kats e Kahn (1990 apud GUIMARÃES, 2010) e a habilidade filosofal.

O recorte da realidade se deu no PROGESTÃO, programa de consultoria interna implementado pelo Governo de Pernambuco.

Para a coleta de dados, foi utilizado o questionário fechado e a entrevista semi-estruturada. Aquele abordou trinta consultores internos. Os objetivos eram: identificar a escolaridade, o vínculo como o Estado ─ estatutário, celetista, temporário ─, o sexo, o tempo médio nos cargos e a quantidade de intervenções como consultor. Os dados foram analisados estatisticamente, por meio da estatística descritiva, e foram publicados em gráficos e tabelas.

Na entrevista semi-estruturada, por sorteio, oram escolhidos cinco consultores. O objetivo foi analisar 23 competências. Buscou-se verificar se ─ por meio da atividade de consultoria interna ─ houve incremento nessas habilidades. O resultado, na maioria dos casos, foi positivo. Destaque para as seguintes habilidades: “o hábito de refletir sobre a prática, o saber ouvir, o pensamento estratégico, a habilidade de trabalhar em equipe e a visão mais analítica e crítica” (MOURA, 2008). Essas, segundo Gebelein (1989 apud MOURA, 2008, p. 10), são as competências críticas para o exercício da consultoria ─ tanto externa quanto interna. Como não podia ser diferente, Kelley (1979 apud MOURA, 2010) afirma que essas também são as competências críticas para os cargos de gerência.

No que ser refere aos benefícios trazidos à administração púbica, foram ─ na entrevista ─, por ordem de importância, apontados os seguintes: (1) valorização do servidor público, (2) formação de pessoas que entendem da realidade da administração pública, (3)economia, (4) o acompanhamento de todas as etapas de uma intervenção, (5) mais rapidez na solução dos problemas e (6) exclusividade no atendimento.

Dessa forma, chegou-se à conclusão de que a consultoria interna era duplamente positiva. Primeiro, porque valoriza e desenvolve o corpo funcional. Segundo, porque a instituição ganha não apenas como a capacitação e motivação do funcionário, mas também com a otimização de praticamente todos os setores objeto da consultoria interna.

Fato marcante é combinação dos instrumentos quantitativos e qualitativos. Pelo que se tem lido nesta disciplina e se pesquisado na internet e nos textos sugeridos, é bem mais vantajoso, na área da administração, utilizar-se os dois. As organizações e as situações organizacionais são formadas de elementos subjetivos e objetivos. Os objetivos são apreendidos, coletados, por instrumentos objetivos; no caso, o questionário. Os subjetivos, por instrumental qualitativo; no caso, a entrevista. Por essa linha de raciocínio ─ na maior parte dos casos ─, a pesquisa no âmbito da Administração teria de se utilizar tanto do instrumental qualitativo quanto do quantitativo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

GUIMARAES, Elidihara Trigueiro. Disciplina Filosofia e Ética. Fortaleza: UFC Virtual, 2010.

MOURA, Ana Lúcia Neves. Analisando a Atividade de Consultoria Interna em Órgãos Públicos: O Impacto no Desenvolvimento do Servidor e os Benefícios para o Setor Público. In: Encontro Anual da ANPAD, 32, 2008. Rio de Janeiro: Associação Nacional dos Cursos de Pós-Graduação em Administração. 2008.



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