O
trabalho escolhido foi o “Analisando a Atividade de Consultoria Interna
em órgãos Públicos: o Impacto no Desenvolvimento do Servidor e os
Benefícios para o Setor público”. E isso se deu a dois motivos: (1)
enquadrar-se no âmbito da administração pública e (2) o objeto ser a
atividade de consultoria interna, que está muito relacionada à de
administrador, por exigir todas as habilidades de Kats e Kahn (1990 apud
GUIMARÃES, 2010) e a habilidade filosofal.
O recorte da realidade se deu no PROGESTÃO, programa de consultoria interna implementado pelo Governo de Pernambuco.
Para
a coleta de dados, foi utilizado o questionário fechado e a entrevista
semi-estruturada. Aquele abordou trinta consultores internos. Os
objetivos eram: identificar a escolaridade, o vínculo como o Estado ─
estatutário, celetista, temporário ─, o sexo, o tempo médio nos cargos e
a quantidade de intervenções como consultor. Os dados foram analisados
estatisticamente, por meio da estatística descritiva, e foram publicados
em gráficos e tabelas.
Na
entrevista semi-estruturada, por sorteio, oram escolhidos cinco
consultores. O objetivo foi analisar 23 competências. Buscou-se
verificar se ─ por meio da atividade de consultoria interna ─ houve
incremento nessas habilidades. O resultado, na maioria dos casos, foi
positivo. Destaque para as seguintes habilidades: “o hábito de refletir
sobre a prática, o saber ouvir, o pensamento estratégico, a habilidade
de trabalhar em equipe e a visão mais analítica e crítica” (MOURA,
2008). Essas, segundo Gebelein (1989 apud MOURA, 2008, p. 10), são as
competências críticas para o exercício da consultoria ─ tanto externa
quanto interna. Como não podia ser diferente, Kelley (1979 apud MOURA,
2010) afirma que essas também são as competências críticas para os
cargos de gerência.
No
que ser refere aos benefícios trazidos à administração púbica, foram ─
na entrevista ─, por ordem de importância, apontados os seguintes: (1)
valorização do servidor público, (2) formação de pessoas que entendem da
realidade da administração pública, (3)economia, (4) o acompanhamento
de todas as etapas de uma intervenção, (5) mais rapidez na solução dos
problemas e (6) exclusividade no atendimento.
Dessa
forma, chegou-se à conclusão de que a consultoria interna era
duplamente positiva. Primeiro, porque valoriza e desenvolve o corpo
funcional. Segundo, porque a instituição ganha não apenas como a
capacitação e motivação do funcionário, mas também com a otimização de
praticamente todos os setores objeto da consultoria interna.
Fato
marcante é combinação dos instrumentos quantitativos e qualitativos.
Pelo que se tem lido nesta disciplina e se pesquisado na internet e nos
textos sugeridos, é bem mais vantajoso, na área da administração,
utilizar-se os dois. As organizações e as situações organizacionais são
formadas de elementos subjetivos e objetivos. Os objetivos são
apreendidos, coletados, por instrumentos objetivos; no caso, o
questionário. Os subjetivos, por instrumental qualitativo; no caso, a
entrevista. Por essa linha de raciocínio ─ na maior parte dos casos ─, a
pesquisa no âmbito da Administração teria de se utilizar tanto do
instrumental qualitativo quanto do quantitativo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
GUIMARAES, Elidihara Trigueiro. Disciplina Filosofia e Ética. Fortaleza: UFC Virtual, 2010.
MOURA, Ana Lúcia Neves. Analisando
a Atividade de Consultoria Interna em Órgãos Públicos: O Impacto no
Desenvolvimento do Servidor e os Benefícios para o Setor Público. In: Encontro Anual da ANPAD, 32, 2008. Rio de Janeiro: Associação Nacional dos Cursos de Pós-Graduação em Administração. 2008.
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